Tiago Lucas Web

Visualize a minha Galeria. Vale a pena ver...;,

Loriga à Noite

A Beleza de Loriga à noite...

Pela Calada da Noite

Documentário sobre a Ementa das Almas em 2 Episódios...

Alterações Climatéricas

DUAS IMAGENS... O MESMO LOCAL... ESTAÇÃO DO ANO DIFERENTE...

Nevão 2010

Loriga a Suíça Portuguesa

quinta-feira, novembro 11, 2010

Magusto - Analor



Como é habitual a ANALOR, vai realizar o tradicional Magusto, comemorando o S. Martinho, o santo que segundo a Lenda, rasgou a sua capa de Soldado romano, repartindo-a, para proteger do frio o seu semelhante.
Preve-se que nesse dia a ANALOR se encha de associados e amigos que, em franca confraternização irão matar saudades de amigos e de familiares que há muito nao se revêem.
Espera-se que os amigos e associados acorram em massa, para conviverem e se divertirem, bebendo da boa água-pé, da bela jeropiga e saciando-se das apetecidas castanhas que, nesta quadra festiva, fazem as delícias dos apreciadores, até porque este fruto já constitui, em tempo, base da dieta da alimentação beirã, nomeadamente dos serranos.
A animação musical estará confiada a Fernando Alves 6 Ana, um duo que há muito nos habituou a memoráveis tardes festivas, o que, só por si são garantia de sucesso deste evento e de que a tarde será alegre e animada.

Tradições - Noite dos Chocalhos

Recorde a noite dos chocalhos em Loriga - ano de 2009.

Hoje é Dia de São Martinho


Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.

Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

São Martinho e o Magusto

São Martinho é considerado como o santo dos bons bebedores. É nesta atura do ano que se faz a prova do vinho novo acompanhado das respectivas castanhas. É por tradição, no dia 11 de Novembro que se prova o vinho novo e que se atestam as pipas. O vinho novo é especial uma vez que deve ser bebido antes do Verão, devido às suas características de fermentação.

Aliado aos festejos do dia de S. Martinho está também o tradicional magusto, tradição ainda mais antiga que a data consagrada a este santo. Os magustos começavam no dia 28 de Outubro, dedicados a S. Simão e duravam até ao S. Martinho. Nesse dia, decorria o magusto familiar em que se reuniam os familiares na casa de um deles, assavam-se as castanhas e na lareira era pendurada uma panela furada. Depois de assadas as castanhas, as famílias jogavam ao “par ou pernão” e diziam os seguintes versos: “Dia de S. Simão, Só não assa castanhas, Quem não é cristão”.


Provérbios - S. Martinho


· A cada bacorinho vem o seu S. Martinho.
· A cada porco vem o seu S. Martinho.
· Em dia de S. Martinho atesta e abatoca o teu vinho.
· Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.
· No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
· No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
· No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
· No dia de S. Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho. (sic.)
· No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.
· No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.
· No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho.
· Pelo S. Martinho abatoca o pipinho.
· Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.
· Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
· Pelo S. Martinho nem nado nem no cabacinho.
· Pelo S. Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano.
· O Sete-Estrelo pelo S. Martinho, vai de bordo a bordinho; à meia-noite está a pino.
· São Martinho, bispo; São Martinho, papa; S. Martinho rapa.*
· Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
· Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
· Veräo de S. Martinho säo três dias e mais um bocadinho.
· Vindima em Outubro que o S. Martinho to dirá.


quarta-feira, novembro 10, 2010

A Noite dos Chocalhos


A "noite dos chocalhos" na vila de Loriga, no concelho de Seia, serra da Estrela é uma tradição muito antiga que se realiza na noite do dia 10 e do dia 11 de Novembro, dia de São Martinho.

Antigamente, os pastores traziam os chocalhos dos seus animais e à noite, enfiavam as coleiras nos braços e pernas, e em grupos, percorriam as ruas de Loriga chocalhando os mesmos, fazendo um barulho ensurdecedor que evidenciava a todos a sua presença.

É uma tradição muito antiga que ninguém deseja que acabe, e, por isso mesmo, há residentes que, mesmo não sendo pastores, formam grupos e fazem a chocalhada em noite de São Martinho...

Para ler mais sobre esta tradição consulte o Blog Trova Nossa.

terça-feira, novembro 09, 2010

Magusto...

Com a chegada das castanhas, surgem os magustos...
O Magusto é uma festa popular, as formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam as castanhas para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas.
O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho.

Em Loriga costumava-se fazer o Magusto da Catequese , o Magusto da Escola, e dos Escuteiros sendo muitas vezes o local escolhido o Recinto de N.ª S.ª da Guia.


domingo, novembro 07, 2010

Capa Loriganet News

Se o blog Loriganet fosse um Jornal esta seria a capa da Semana

(clique na imagem para ampliar)


sábado, novembro 06, 2010

De onde vem a Castanha?


Com o Outono chegam as castanhas.
A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - Castanea sativa (Castanheiro) - sendo considerada uma árvore autóctone. Nas várias encostas da Vila de Loriga existem muitos Castanheiros.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio.

As castanhas são comidas assadas ou cozidas ou cruas. Mas, antes de cozinhadas, deve-se retalhar a casca. Como se pode ver no quadro, têm bastante água e, quando são aquecidas, essa água passa a vapor. A pressão do vapor vai aumentando e "empurrando" a casca e, se esta não tiver levado um golpe, a castanha pode explodir.

Existem várias espécies de castanha. As mais comuns são a camarinha, a judia, e a longal ou enxerta.

A castanha tem aplicações na medicina. As folhas, a casca, as flores e o fruto têm sido utilizados devido às suas propriedades curativas e profiláticas, adstringentes, sedativas, tónicas, vitamínicas, remineralizantes e estomáquicas.

Pelo seu valor nutritivo e energético, era utilizada outrora em vários estados de mal-estar e doença. É também tónica, estimulante cerebral e sexual, anti-anémica (castanha crua), anticéptica e revitalizante. Para afinar as cordas vocais e debelar a faringite e a tosse nada melhor do que gargarejos com infusão de folhas de castanheiro ou de ouriços.

A castanha constitui um tema para ditos, lengalengas, canções, quadras e contos populares.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Alminhas de Loriga

Como o mês de Novembro é o mês das Almas irei apresentar as três alminhas que se encontram nas ruas de Loriga.

As Alminhas são padrões de culto aos mortos, hoje consideradas património artístico-religioso. São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração. É frequente encontrar velas e lamparina acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores.

Estes pequenos monumentos são simples representações de piedade religiosa, mas com um alto significado religioso, indicando muitas delas, os caminhos próximos que conduzem aos grandes Santuários e suas velhas romarias.
Na parte fundeira destes nichos pintavam-se painéis de almas no Purgatório, onde podemos encontrar representadas a Santíssima Trindade, Cristo Crucificado, a Virgem Maria, Santo António, S. Miguel com a balança e tantas outras figuras de Santos.

Esta doutrina motivou muitos artesãos e artistas na criação de inúmeras Alminhas, que hoje vemos espalhadas por todo o País.

As "Alminhas" ao mesmo tempo que revelam o carácter devoto do povo português, são também muito importantes como fonte documental de uma arte popular que não encontra paralelo em nenhuma outra parte do mundo.

Geralmente, as alminhas são erguidas em encruzilhadas de caminhos, quase sempre em caminhos rurais, em matas ou perto de cursos de água, embora também se possa encontrar alminhas junto às estradas nacionais. As alminhas também podem ser incrustadas em velhos muros ou na frontaria de casas e podem ser construídas nos mais diversos materiais.

Aos diferentes estilos de alminhas dá-se o nome de:

  • colunas de granito trabalhadas
  • capelinhas
  • nichos
  • estelas

Um painel pintado a óleo, ou de azulejo, representa as almas do purgatório.


Alminha localizada junto ao Cemitério de Loriga:




Alminha localizada na Rua do Porto




Alminha localizada junto à Fonte das Almas



As alminhas são de todos
Pois quem é que lá não tem
Um parente ou um amigo
Um bom pai ou santa mãe

Não se diga portuguesa
Por muito que o queira ser
Terra que as suas Alminhas
Não restaurar ou erguer

Alminhas Abandonadas
Sem painel nem orações
Abram fontes de remorços
No fundo dos corações

As alminhas são de todos
Ninguém diga que não são minhas
É um dever sufragá-las
Pois são nossas irmazinhas

terça-feira, novembro 02, 2010

Novembro - Mês das Almas

Novembro é o mês em que o tempo vai ficando mais triste mais escuro. As folhas mudam de cor e vão caindo, o frio é mais constante e mais rigoroso e muitas outras coisas que nos fazem reflectir no sentido da vida.
Novembro é o mês em que a Igreja dedica a rezar pelos defuntos, os cristãos depois da visita que fazem aos cemitérios, campas onde jazem os seus entes queridos, prolongam num mês as suas orações. Confiantes na Ressurreição rezamos para que libertos das manchas do pecado, uma vez purificados, possam tornar-se nossos intercessores junto de Deus.
Este mês sempre pareceu um tempo triste.
Desde o início aparece marcado por Todos- -os- Santos e Fiéis Defuntos. É o tempo das “romarias” ao cemitério.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Cemitério de Loriga à noite em dia de Todos os Santos




























Romagem ao Cemitério...

Ficam alguns registos: