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Nevão 2010

Loriga a Suíça Portuguesa

quarta-feira, novembro 03, 2010

Alminhas de Loriga

Como o mês de Novembro é o mês das Almas irei apresentar as três alminhas que se encontram nas ruas de Loriga.

As Alminhas são padrões de culto aos mortos, hoje consideradas património artístico-religioso. São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração. É frequente encontrar velas e lamparina acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores.

Estes pequenos monumentos são simples representações de piedade religiosa, mas com um alto significado religioso, indicando muitas delas, os caminhos próximos que conduzem aos grandes Santuários e suas velhas romarias.
Na parte fundeira destes nichos pintavam-se painéis de almas no Purgatório, onde podemos encontrar representadas a Santíssima Trindade, Cristo Crucificado, a Virgem Maria, Santo António, S. Miguel com a balança e tantas outras figuras de Santos.

Esta doutrina motivou muitos artesãos e artistas na criação de inúmeras Alminhas, que hoje vemos espalhadas por todo o País.

As "Alminhas" ao mesmo tempo que revelam o carácter devoto do povo português, são também muito importantes como fonte documental de uma arte popular que não encontra paralelo em nenhuma outra parte do mundo.

Geralmente, as alminhas são erguidas em encruzilhadas de caminhos, quase sempre em caminhos rurais, em matas ou perto de cursos de água, embora também se possa encontrar alminhas junto às estradas nacionais. As alminhas também podem ser incrustadas em velhos muros ou na frontaria de casas e podem ser construídas nos mais diversos materiais.

Aos diferentes estilos de alminhas dá-se o nome de:

  • colunas de granito trabalhadas
  • capelinhas
  • nichos
  • estelas

Um painel pintado a óleo, ou de azulejo, representa as almas do purgatório.


Alminha localizada junto ao Cemitério de Loriga:




Alminha localizada na Rua do Porto




Alminha localizada junto à Fonte das Almas



As alminhas são de todos
Pois quem é que lá não tem
Um parente ou um amigo
Um bom pai ou santa mãe

Não se diga portuguesa
Por muito que o queira ser
Terra que as suas Alminhas
Não restaurar ou erguer

Alminhas Abandonadas
Sem painel nem orações
Abram fontes de remorços
No fundo dos corações

As alminhas são de todos
Ninguém diga que não são minhas
É um dever sufragá-las
Pois são nossas irmazinhas

terça-feira, novembro 02, 2010

Novembro - Mês das Almas

Novembro é o mês em que o tempo vai ficando mais triste mais escuro. As folhas mudam de cor e vão caindo, o frio é mais constante e mais rigoroso e muitas outras coisas que nos fazem reflectir no sentido da vida.
Novembro é o mês em que a Igreja dedica a rezar pelos defuntos, os cristãos depois da visita que fazem aos cemitérios, campas onde jazem os seus entes queridos, prolongam num mês as suas orações. Confiantes na Ressurreição rezamos para que libertos das manchas do pecado, uma vez purificados, possam tornar-se nossos intercessores junto de Deus.
Este mês sempre pareceu um tempo triste.
Desde o início aparece marcado por Todos- -os- Santos e Fiéis Defuntos. É o tempo das “romarias” ao cemitério.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Cemitério de Loriga à noite em dia de Todos os Santos




























Romagem ao Cemitério...

Ficam alguns registos:














Romagem ao Cemitério 2009

Se por alguma razão, não poderá estar presente na Romagem ao Cemitério, recorde aqui a Comemoração do dia de todos os Santos do ano de 2009.


Dia de todos os Santos


Hoje é Dia de Todos-os-Santos, em honra de todos os santos e mártires que, não tendo um dia consagrado para a sua celebração, são, neste dia, adorados em conjunto. No entanto, a população aproveita este dia, feriado nacional, para lembrar os familiares que já morreram.
As famílias comemoram, assim, por antecipação, o Dia dos Fiéis Defuntos, que se assinala amanhã, dia 2 de Novembro, em honra de todos os que já partiram.
Em Loriga, a Celebração da Santa Missa terá lugar hoje, pelas 15.o0 horas, seguida da Romagem ao Cemitério.
A tradição dita que as pessoas vão ao cemitério enfeitar as sepulturas dos seus entes queridos que já faleceram, com velas e flores, em honra à sua memória.
Neste dia, a Igreja universal celebra a festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o seu Reino de bondade, de justiça e de amor e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram de maneira radical, também, com os seus semelhantes. Por isso, nesta festa, todo o povo cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o homem de boa vontade.

Tradições e Lendas

Tradições

O dia de Todos-os-Santos representa uma combinação curiosa das crenças cristãs e pagãs.

Usualmente são as crianças que saem à rua, recitam versos e pedem o pão-por-Deus. Em troca recebem nas bolsas de pano oferendas como pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas, romãs, maçãs ou castanhas. Hoje em dia a tradição manda que recebam guloseimas e dinheiro.

Antigamente, os mais carenciados pediam neste dia a “todos os santinhos” por alimento e abrigo. As famílias usualmente disponham nas suas mesas o que tinham em casa para receber os pedintes e dar-lhes de comer e beber.

Em algumas regiões, os padrinhos oferecem ainda aos seus afilhados o bolo Santoro.

No dia de Todos-os-Santos reservava-se espaço para o arranjo das campas dos entes queridos desaparecidos. No dia a seguir honra-se a sua memória.

O dia de Finados, a 2 de Novembro, os cemitérios estão enfeitados com flores, simbolo da recordação de todos os entes queridos, que se encontra na última morada terrena.


Crenças e Lendas

O dia 31 de Outubro, véspera do dia de Todos-os-Santos, existe a crença deque as almas dos mortos descem à terra nos locais de nascimento. O festejo pagão sofreu mudanças ao longo dos tempos. Em Portugal, à semelhança de muitos países europeus, adoptou-se os festejo do dia das bruxas ou o Halloween.

Do dia de Todos-os-Santos ao S. Martinho realizam-se um pouco por todo o País os tradicionais magustos, como motivo de convívio ao ar livre antes da chegada do Inverno.

Curiosidades

O grande Terramoto de 1755 em Lisboa ocorreu na manhã fria do dia 1 de Novembro.
A terra tremeu 3 vezes num total de 17 minutos. Como era “dia da guarda” (feriado religioso), muitos lisboetas levantaram-se bem cedo para assistir à missa. Havia velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Muitas das vítimas do sismo ficaram soterradas nas igrejas enquanto assistiam às missas. Só na igreja da Trindade estavam 400 pessoas. Se os abalos sísmicos tivessem começado mais tarde a tragédia seria ainda maior com a deslocação de centenas de pessoas para as missas das 11 horas.

No balanço das vítimas da tragédia não é unânime, fala-se que teriam morrido mais de 60 mil pessoas. Na altura, alguns sacerdotes atribuíram a tragedia à reacção de Deus ao absentismo das pessoas e que andavam afastadas Igreja.

Os historiadores defendem que a igreja teria mudado o Dia de Todos-os-Santos para o primeiro dia de Novembro por forma a acumular as tradições do Samhain (antigo Ano Novo Celta) nas actividades do dia. Os celtas acreditavam que o mundo dos vivos ficava mais próximo do dos mortos nesta época. Muitas dos festejos do estavam associados com este pormenor e muitas daquelas práticas se desenvolveram nas tradições do Halloween de hoje.