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Loriga à Noite

A Beleza de Loriga à noite...

Pela Calada da Noite

Documentário sobre a Ementa das Almas em 2 Episódios...

Alterações Climatéricas

DUAS IMAGENS... O MESMO LOCAL... ESTAÇÃO DO ANO DIFERENTE...

Nevão 2010

Loriga a Suíça Portuguesa

domingo, janeiro 10, 2010

Mais fotos da queda de Neve




















Pincaros










Vídeo da Queda de Neve

Deixo um vídeo da tímida queda de neve em Loriga no dia 10/1/2010.
O forte vento que se fez sentir levou a neve para outras paragens....

Neva em Loriga

Neste momento o frio que se faz sentir e com a entrada de precipitação faz cair neve em Loriga..

Fica para já dois registos:











sábado, janeiro 09, 2010

Ano Mundial da Biodiversidade



2010 é o ano de todas as expectativas. Será o momento de avaliar o desempenho no progresso na redução da taxa de perda de biodiversidade a nível global (tal como acordado na Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, Joanesburgo, 2002), de se concluírem as negociações do regime internacional em recursos genéticos, e do estabelecimento de uma nova Visão e da concepção de um Plano Estratégico renovado para a Convenção sobre a Diversidade Biológica.

A Estratégia de Implementação enquadra as actividades de comemoração e celebração do ano escolhido pela Assembleia-geral das Nações Unidas como Ano Internacional da Biodiversidade. Através delas pretende-se realçar a importância vital que a biodiversidade tem para o bem-estar humano e para a sua sobrevivência.

De acordo com um comunicado da ONU, a campanha pretende “celebrar a diversidade da vida na Terra e contrariar a perda da biodiversidade no mundo”. Na verdade, o ritmo de extinções é “alarmante”, ou seja, mil vezes o ritmo que seria natural, estima a ONU. “Esta perda é causada pelas actividades humanas e estima-se que seja agravada pelas alterações climáticas”.

O tema da campanha - “A biodiversidade é a vida. A biodiversidade é a nossa vida” – sublinha o “papel crucial da natureza no apoio à vida na Terra, incluindo a nossa”.

“A protecção da biodiversidade é uma preocupação planetária que necessita de uma acção à escala local”.

A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano.

As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais.

Vários estudos recentes da AEA mostram que se não forem envidados mais esforços políticos significativos, é improvável que esse objectivo seja atingido.




sexta-feira, janeiro 08, 2010

Frio e neve em Portugal Continental

Portugal Continental está a ser influenciado por uma corrente de Nordeste que transporta ar polar.

Da entrada deste ar polar no território resulta uma diminuição das temperaturas do ar, com maior expressão no dia de hoje na temperatura mínima, prevendo-se que o mesmo se verifique também na temperatura máxima, amanhã, dia 9. Estas baixas temperaturas associadas à ocorrência de vento moderado reflectem-se numa sensação de desconforto térmico semelhante à sentida com temperaturas 3º a 4º C mais baixas.

A partir do final do dia 9 a aproximação de um sistema depressionário com um sistema frontal associado deverá dar origem à ocorrência de períodos de chuva,passando a regime de aguaceiros, que afectarão o território do Continente até à madrugada de dia 11, Segunda-Feira, que serão de neve acima dos 400 m, admitindo-se a possibilidade de ocorrência de queda de neve em cotas mais baixas, pouco usuais, incluindo junto ao litoral.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Alterações Climatéricas XXXII


FRIO – Siga os conselhos da Protecção Civil


De acordo com as informações disponibilizadas pelo Instituto de Meteorologia, os próximos dias serão caracterizados pela diminuição acentuada das temperaturas, especialmente nas regiões do Interior, pela formação de gelo ou geada durante as madrugadas e pela pontual queda de neve acima da cota dos 400 metros de altitude no Minho e Douro Litoral. No período de hoje 7/JAN a Sábado 9/JAN, a precipitação prevê-se de intensidade fraca, não sendo expectável a queda de neve em quantidades significativas.
A conjugação de temperaturas baixas e de vento forte no litoral e terras altas provocará uma maior sensação de frio sentido pela população, traduzindo-se num aumento do desconforto térmico. As condições propícias à formação de gelo e pontual queda de neve nas estradas implicam a tomada das respectivas medidas de precaução:

1.
Mantenha-se atento aos noticiários da Meteorologia e às indicações da Protecção Civil transmitidas pelos órgãos de comunicação social.
2.
Use várias camadas de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso. Evite as roupas muito justas ou as que façam transpirar.
3.
O ar frio não é bom para a circulação sanguínea. Evite as actividades físicas intensas que obrigam o coração a um maior esforço.
4.
Se suspeitar que você ou alguém que o rodeia está com sinais de hipotermia (corpo frio com tremuras, pele roxa e falta de reacção) ligue imediatamente para o 112.
5.
Atenção redobrada à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação e persistência de gelo, aumentando o perigo de acidentes rodoviários, pelo que se aconselha uma condução prudente.

Siga ainda os seguintes conselhos da Protecção Civil:


Aquecer o lar:

· Afaste os aquecedores de móveis;
· Não seque a roupa nos aquecedores;
· Afaste os produtos inflamáveis de uma fonte de calor;
· Guarde os líquidos inflamáveis em recipientes fechados e coloque-os em locais ventilados;
· Proteja devidamente a lareira para que não se torne um foco de incêndio;
· Não abandone velas acesas ou mal apagadas;
· Nunca se esqueça do ferro de engomar ligado.


Rede eléctrica:

· Não faça reparações improvisadas;
· Substitua os fios eléctricos em mau estado;
· Use fusíveis adequados;
· Evite sobrecarga – não ligue demasiados aparelhos na mesma tomada, principalmente os de elevado consumo;
· Nunca apague com água um incêndio de origem eléctrica;
· Não aproxime água de instalações eléctricas – há perigo de ficar electrocutado.


Rede de gás:

· Faça a revisão periódica das tubagens – para verificar se há fugas aplique água com sabão. Nunca utilize uma chama;
· Se detectar alguma fuga chame imediatamente um técnico do gás. Se cheirar a gás não faça qualquer tipo de chama, não ligue nem desligue interruptores ou aparelhos eléctricos, abra as janelas, feche as válvulas de segurança do contador e de corte do redutor e contacte de imediato um técnico qualificado.


Cozinha:

· Nunca saia de casa com o fogão ou o esquentador ligado;
· Não deixe, junto a janelas, aparelhos a gás ligados;
· Se a gordura da frigideira se incendiar desligue de imediato o gás, não retire a frigideira do fogão, pois iria espalhar o fogo e use uma tampa, um prato ou uma toalha húmida para extinguir o incêndio;
· Mude periodicamente o filtro do exaustor;
· Não avive as chamas do fogareiro com álcool, gasolina ou qualquer outro líquido inflamável.


Para quem pretende viajar:

· Evitar fazer viagens para as zonas onde se prevê a queda de neve, procurando antecipar ou adiar essas viagens;
No caso de ter de o fazer, deve:
· Procurar informar-se através das concessionárias ou das forças policiais, de quais os condicionamentos de trânsito existentes e vias alternativas de circulação;
· Estar atento antes e no decurso da viagem às informações difundidas pelos Órgãos de Comunicação Social;
· Circular preferencialmente utilizando as vias rodoviárias mais seguras;
· Tomar algumas medidas preventivas como sejam munir-se de correntes, alguns agasalhos e alimentação suplementares e garantir o abastecimento do depósito do veículo, para fazer face à possibilidade de ser forçado a paragens prolongadas durante a viagem devido à neve e ao gelo.

Nos locais onde se verifique a queda de neve:
· Seguir escrupulosamente as indicações transmitidas pelas autoridades policiais no que concerne ao respeito pelos cortes de estrada, percursos alternativos, sinalização e outras informações;
· Evitar parar ou abandonar a viatura na faixa de rodagem, contribuindo para o aumento do congestionamento de trânsito;
· Ter especial atenção à brusca formação de gelo na estrada, que poderá dificultar a condução e provocar o atravessamento dos veículos e a ocorrência de acidentes.

A PROTECÇÃO COMEÇA SEMPRE EM SI!

Fonte: Protecção Civil

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Alterações Climatéricas XXXI




Hoje é Dia de Reis


O Dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro.

Assinala a data em que os três Reis Magos (Gaspar, Belchior - ou Melchior - e Baltasar) foram visitar a dar oferendas ao Menino Jesus.
Deram-lhe ouro, incenso e mirra.

Em alguns países, especialmente nos países hispânicos, é tradição dar as prendas (de Natal) às crianças neste dia.

Em Portugal nesta altura cantam-se as Janeiras, come-se bolo-rei e as crianças representam a história dos Reis Magos.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Alterações Climatéricas XXX


sexta-feira, janeiro 01, 2010

Vale Glaciar de Loriga estará esquecido?

Foi noticiado recentemente que a Câmara Municipal de Manteigas apresentou no início do mês de Dezembro de 2009 a candidatura do Vale Glaciar do Zêzere à eleição das «7 Maravilhas Naturais de Portugal».
Aqui deste lado da Serra também temos um vale de origem glaciar com uma beleza extraordinária que talvez esteja esquecido.
Passo a descrever tal beleza:



O belíssimo Vale de Loriga teve origem glaciar,tal como o Vale do Zêzere,este situado do lado oposto da Serra da Estrela. O mesmo glaciar, que se situava no planalto superior da serra, dividiu-se e rasgou estes dois vales, e outros vales menores e menos imponentes.
Porém, os dois vales glaciares mais imponentes da Serra da Estrela são diferentes porque as condições geológicas são um pouco diferentes. Do lado de Loriga, o granito era mais compacto e sólido, pelo que os efeitos erosivos do glaciar foram diferentes.
A massa compacta de duro granito dificultou a erosão ao Glaciar de Loriga.
Assim, enquanto do lado de Manteigas o glaciar abriu o característico vale em U aberto, do lado de Loriga o gelo rasgou um vale mais estreito, deixando altos penhascos e encostas escarpadas, um cenário não menos espectacular. Devido a essas características, os menos eruditos acham que o Vale de Loriga não é um vale glaciar, ou pensam que a parte do glaciar que abriu este vale era menor que aquela que abriu o Vale do Zêzere.


Outra característica do vale são as depressões em socalcos, onde outrora existiram lagoas,e que são conhecidas como covões. A maior dessas depressões teve aproveitamento hídrico considerável, a Barragem de Loriga. Por cima da Barragem de Loriga estão as Pistas de Esqui de Loriga, exactamente na área superior do Vale de Loriga, onde o glaciar começou a abri-lo. De referir uma outra depressão chamada Covão da Areia, e que se encontra na espectacular Garganta de Loriga. A partir da Garganta de Loriga, o glaciar libertou-se,passando a escavar um terreno menos resistente à erosão.

O grosso do glaciar abriu aquela parte do vale muito bonita, conhecida por Chão da Ribeira, onde se podem admirar os enormes blocos de granito, arrancados mais acima pelo gelo e depositados ali. Outras partes do glaciar "transbordaram" contornando a Garganta de Loriga, precipitando-se em cascata, criando as espectaculares encostas abruptas que são um exlibris inconfundível da paisagem loriguense, tais como a Penha do Gato e a Penha dos Abutres.


O glaciar escavou então uma grande bacia, onde esteve depositada uma enorme quantidade de gelo, criando o que é a parte mais ampla do vale,onde está situada a vila.
O glaciar começou por escavar a zona mais ampla do vale, para depois, à medida que ia perdendo massa, permitir a acumulação nessa área de materiais que foi arrastando. Estes materiais foram-se depositando ao sabor da corrente do glaciar e da resistência que foi encontrando pelo caminho. Assim, a parte da colina onde foi fundada Loriga há mais de vinte e seis séculos, toda ela constituída por sedimentos arrastados pelo glaciar, só existe devido ao afloramento granítico localizado onde hoje está o Bairro de S.Ginês (S.Gens).

A corrente do glaciar foi "obrigada" a contornar esse afloramento rochoso, criando acumulação de sedimentos a seguir. A erosão do glaciar,entretanto já "moribundo" e das duas linhas de água que surgiram,moldaram o vale, onde hoje se encontra a vila, deixando-o com uma aparência próxima da actual.


A imagem do Vale de Loriga que hoje se admira, mostra os efeitos do glaciar, incluindo a colina onde está o centro histórico da vila.

A Estância de Esqui de Loriga, está situada na parte superior do Vale de Loriga. A área inferior do Vale de Loriga foi aberta pelos restos do glaciar e pela acção erosiva das águas.
Percorrer o Vale de Loriga, desde o planalto da Torre até Vide, é uma experiência emocionante pela extraordinária beleza.Podem também admirar-se os efeitos erosivos do glaciar, que foram diferentes ao longo do vale. (in: http://teotonio.ipv.pt/mailinglists/esi_gsr/pdfzcsE0Ua8jh.pdf)




Ambiente: Vale Glaciar de Manteigas


A Câmara Municipal de Manteigas apresentou no início do mês de Dezembro de 2009 a candidatura do Vale Glaciar do Zêzere à eleição das «7 Maravilhas Naturais de Portugal».
O projecto que integra sete categorias, pretende eleger os Sete Monumentos Naturais do território nacional que tenham um ou mais aspectos de raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, sob o mote «Se queremos proteger alguma coisa, em primeiro lugar, temos que saber apreciá-la».
O Vale Glaciar do Zêzere foi submetido a apreciação em duas categorias: Grandes Relevos e Áreas Protegidas. Para além destas, outras cinco completam o concurso: Zonas Marinhas, Grutas e Cavernas, Praias e Falésias, Florestas e Matas e Zonas Aquáticas Não Marinhas.
O Vale Glaciar do Zêzere é uma maravilha da natureza que mostra bem os vestígios da glaciação à milhares de anos, integrado no Parque Natural da Serra da Estrela e Rede Natura 2000.
Em forma de U, o maior Vale Glaciar da Europa, desfruta de belezas geológicas inigualáveis como as austeras rochas graníticas dos Cântaros Magro, Gordo e Raso (1928m) e de reservas biogenéticas de elevado valor natural e paisagístico.
É por entre o percurso sinuoso do Vale Glaciar, que o Rio Zêzere sucede veloz, audaz e destemido, onde perdura o pastoreio e a agricultura de subsistência.
De incomparável beleza merece destaque o Covão D’Ametade, antiga lagoa glaciar, no sopé do Cântaro Magro (1420m).
Por enquanto, a A New 7 Wonders Portugal, entidade responsável pela iniciativa, encontra-se a desenvolver o levantamento exaustivo dos locais a considerar, numa lista longa de cerca de 800 lugares que serão conhecidos no início do ano de 2010.
Após a conclusão do referido levantamento, será público a lista dos 77 candidatos (11 por cada uma das 7 categorias), no dia 07 de Fevereiro de 2010, sob o critério selectivo de um painel de 77 especialistas.
Até ao dia 07 de Março de 2010, um conjunto de 21 notáveis escolherá os 21 finalistas (3 por cada uma das 7 categorias), que serão apresentados para votação pública até ao dia 07 de Setembro.
De forma a assegurar a representatividade geográfica do país, o conjunto das 21 Maravilhas seleccionadas para a fase final deve incluir pelo menos um finalista de cada uma das sete regiões do país, nomeadamente Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.
Um evento que não se resume ao interesse meramente estético das belas paisagens do nosso País, mas que pretende divulgar para poder preservar, num ano (2010) em que se celebra o Ano Internacional da Biodiversidade e que por isso toda esta temática terá uma actualidade acrescida.

Vales Glaciares da Serra da Estrela





A Era dos Glaciares deixou na Serra da Estrela testemunhos ímpares, desde o planalto glaciário onde o glaciar tinha origem, às paisagens graníticas moldadas pelas línguas de gelo em movimento ou “presenteadas” com blocos erráticos que o gelo ia deslocando.

Podemos começar a Rota dos Glaciares no planalto da Torre – o planalto glaciário – onde, noutros tempos, se formou uma cúpula de gelo. O gelo atingiria nessa época cerca de 80 metros de altura. Dessa ocupação glaciar herdámos uma paisagem de rochas bem polidas pelo gelo, sem arestas salientes, onde, nas depressões, se formaram lagoas e prados húmidos. Do planalto da Torre é possível seguir esta Rota descendo aos principais vales glaciares: o Vale Glaciário do Zêzere, o Vale Glaciário de Alforfa, o Vale Glaciário de Loriga, o Vale Glaciário do Covão Grande e o Vale Glaciário do Covão do Urso.

Escorrendo desde a cúpula do glaciar, as línguas de gelo, com toda a sua força, formaram, em altitudes mais baixas, os vales glaciares, vales tendencialmente em forma de “U”. Destaca-se o Vale Glaciar do Zêzere por ser o maior vale glaciário da Serra da Estrela, atingindo 13 km de extensão. A língua de gelo que deu origem ao Vale Glaciário do Zêzere atravessava a zona onde hoje se situa a vila de Manteigas, dissolvendo-se mais à frente, a cerca de 680 metros de altitude. Esta língua de gelo era alimentada pelas línguas de gelo da Nave de Santo António, do Covão da Ametade, da Candieira e dos Covões, atingindo, a montante, 300 metros de espessura, como prova a existência de moreias – espaços onde os gelos depositaram grandes rochas deslocadas do planalto glaciar – na lagoa seca, na Nave de Santo António e abaixo do vale da Candieira.

A força do gelo era tal que arrastava inúmeros blocos graníticos, a título de exemplo da espectacularidade desta força natural podemos destacar o enorme “Poio do Judeu”, imenso bloco granítico de 150m 3 no alto da Nave de Santo António.

O Vale Glaciário da Alforfa tem uma localização precisamente oposta em relação ao Vale Glaciário do Zêzere. Neste Vale Glaciário a língua de gelo atingia 5,5 km de comprimento e dissolvia-se, devido à exposição solar, a apenas 800 metros de altitude. Neste vale é possível observar os maiores depósitos de enormes blocos graníticos em frente ao que se pensa ter sido o local de término das línguas de gelo que deram origem a este vale.

Para conhecer o Vale Glaciar de Loriga quase não é preciso sair da actual vila, dado que este vale se estende quase até lá. O Vale Glaciário de Loriga atinge uma extensão de 7km onde se formaram quatro covões. As línguas de gelo dissolviam-se a 800 metros de altitude, deixando a nu os blocos graníticos já existentes, e deram origem à Ribeira de Loriga.

O Vale Glaciário do Covão Grande teve origem num glaciar que atingia 5,5 km em direcção à aldeia de Lapa dos Dinheiros, dissolvendo-se a 1000 metros de altitude. Neste vale destacam-se o afamado cântaro gordo, as acumulações moréticas da Nave Travessa e os blocos erráticos admiráveis perto da lagoa comprida, lagoa de origem glaciária.
Vista parcial, a juzante, do Vale Glaciar do Zêzere

O percurso do Vale do Covão do Urso deverá ser feito exclusivamente a pé, dado que só é, longinquamente, observável a partir da EN 339, que vai até ao Sabugueiro. Este vale recôndito teve origem num glaciar do lugar dos Conchos, no planalto da torre, e percorria o actual vale, de 6,5 km, até ao local onde hoje podemos visitar a aldeia do Sabugueiro, dissolvendo-se, portanto, a cerca de 1000 metros de altitude, e formando a maior moreia lateral da Serra da Estrela.

Ano Novo, Vida Nova?



A passagem de ano, geralmente é precedida por alguns momentos de reflexão sobre o ano que finda e o novo ano que se inicia. É uma época em que a maioria das pessoas efectua o seu balanço pessoal, profissional e social. Faz-se uma retrospectiva da vida que se tem tido e se esse percurso está de acordo com as nossas expectativas, objectivos e sonhos e ao mesmo tempo planeia-se um aperfeiçoamento desse rumo ou mesmo uma mudança de paradigmas, visando um outro estilo de vida, ou uma melhor qualidade de vida.

Costuma-se dizer nesta época de passagem de ano "Ano Novo, Vida Nova", mas será que realmente temos a coragem e a vontade de modificar alguma coisa na nossa Vida, ou simplesmente continuaremos a manter o mesmo paradigma da rotina do dia-a-dia, em que vamos deixando o tempo passar e a Vida correr, sem termos algum cuidado com o nosso bem-estar e daqueles que nos são mais queridos e íntimos?

Esta é a altura ideal para fazer essas reflexões, mas ao mesmo tempo para estar aberto a outras ideias, estilos de vida e também usar essas conclusões para colocar em prática aquilo que sistematicamente vamos adiando, como por exemplo ter um maior cuidado com a nossa saúde, melhorando a qualidade e a quantidade da alimentação, começar a praticar alguma actividade física moderada que de preferência englobar um estilo de vida mais saudável, visando ter mais energia, vitalidade, bem-estar, felicidade e qualidade de Vida.

É urgente que Loriga também mude para Melhor...

Dê início, a uma Vida Nova, neste Ano Novo!

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Alguma neve...

Afinal sempre chegou a cair alguma neve ao inicio da noite, na parte alta de Loriga, onde habito, embora juntando apenas dos vidros das viaturas.
Ficam alguns registos:



Será que 2009 despede-se com neve em Loriga?

Previsão do tempo para dia 31 -12 - 2009


Céu geralmente muito nublado.
Aguaceiros por vezes fortes, diminuindo gradualmente de frequência
ao longo do dia.
Queda de neve acima dos 1300 metros, descendo gradualmente a cota
para os 900 metros ao longo do dia.
Condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.
Vento moderado (20 a 35 km/h) de oeste, soprando temporariamente
forte (35 a 50 km/h), com rajadas da ordem de 70 km/h no litoral.
Nas terras altas o vento soprará forte a muito forte (40 a 60 km/h)
de oeste com rajadas da ordem dos 90 km/h.
Descida de temperatura

FELIZ 2010