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Nevão 2010

Loriga a Suíça Portuguesa

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Presépio da Igreja Paroquial de Loriga 2012

















terça-feira, dezembro 25, 2012

Postal de Natal 2012


Missa do Galo 2012

 A Missa do Galo teve origem no ano 400, e é votada à celebração do nascimento do Menino Jesus, que terá ocorrido à meia-noite do dia 24 de Dezembro (quatrocentos anos antes). Por essa razão, esta Missa é celebrada nessa mesma data e a essa mesma hora. O nome que lhe foi atribuído nos países latinos advém de uma lenda antiga, que reza que a primeira vez que se ouviu um galo cantar à meia-noite foi, exactamente, no momento do nascimento de Cristo.

Em Loriga a Missa do Galo foi celebrada à 00:00H pelo Loriguense Pd Jorge Amaro em que participaram inúmeros fieis.

 
No final da Santa Missa deu-se a Beijar o Menino, para prestar homenagem à imagem do Menino Jesus











Fogueira de Natal 2012






A fogueira do Natal continua a ser um dos rituais natalícios mais enraizados no interior Beirão, em que Loriga não foge à regra.
Em Loriga dias antes e até no próprio dia começa-se juntar grandes quantidades de lenha, no largo da Igreja, para que o povo se aqueça e conviva depois da consoada e enquanto espera pela missa do galo. Geralmente este ponto de encontro para todos vai prolongar-se até quase à manhã do dia seguinte, não faltando, hoje em dia, comida e bebida e, com certeza, muita conversa.

É um encontro e convívio de índole cultural em que se transporta para fora da intimidade do lar, e de uma forma mais alargada, o hábito familiar da reunião à volta da lareira. Possui um significado religioso que antecede ao tempo em que os povos aguardavam o nascimento do Menino Jesus. "Depois que todos se iam apercebendo que Jesus Cristo estava para nascer a qualquer momento, os pastores reuniam-se então, em conjunto, à volta da fogueira, e em vigilância, à espera da revelação do acontecimento".
A fogueira de Natal é acesa algumas horas antes da missa do galo, no dia 24 de Dezembro.
A duração da fogueira geralmente hoje em dia fica restrita aos dias 24 e 25, enquanto antigamente durava até ao principio do Ano Novo.

A época natalícia em Loriga tem um sabor a tradição, onde a fogueira de Natal se mantém como um ritual que vai juntando ao longo dos tempos todos os Loriguenses.
Votos que esta tradição tenha continuidade para os nossos vindouros e que orgulhe a todos, as memórias do que ainda é a tradição e realidade de ser Loriguense.

Ficam alguns registos da Fogueira de Natal 2012:







segunda-feira, dezembro 24, 2012

Natal


"O melhor de tudo, Natal quer dizer um espírito de amor, um tempo quando o amor de Deus e o amor dos seres humanos deveriam prevalecer acima de todo o ódio e amargura, um tempo em que nossos pensamentos, ações, e o espírito de nossas vidas manifestam a presença de Deus."

domingo, dezembro 23, 2012

Feliz Natal


Ocaso...


26.ª Corrida de São Silvestre


sábado, dezembro 22, 2012

Igreja





Movimento Mumionoso

Av Augusto Luis Mendes

Presépio




sexta-feira, dezembro 21, 2012

Loriga na RTP

Loriga mais uma vez foi falada hoje na televisão, desta vez no Programa Portugal no Coração.
Loriga foi representada pelo presidente da Junta de Freguesia, António Maurício e Fernando F. Amaro, na qualidade de antigo padeiro. Este programa esteve enquadrado nas Tradições e Vivências das Aldeias de Montanha do Concelho de Seia.
Ficam alguns registos:






Loriga prepara-se para o Natal...









domingo, dezembro 16, 2012

Celebração das Bodas de Ouro de Consagração Religiosa - Irmã Trindade



Loriga preparou neste dia 16 de Dezembro, uma singela homenagem tendo como ponto alta a Missa de Acção de Graças pelas Bodas de Ouro de Vida Consagrada da Irmã Maria Eduarda Moura Pina (Irmã Trindade) terminando com um Almoço Convívio no Restaurante " O Império".  A Irmã Trindade, nossa Conterrânea  dedicou 29 anos e três meses à Comunidade Religiosa de Loriga, desempenhando também as funções de Superiora.
Recorde-se que foi no dia 18 de Maio de 2012 que comemorou as suas bodas de Ouro (50 anos) de consagração ao Senhor.
A Casa Rainha do Mundo celebrou no passado dia 03 de Novembro este acontecimento, tendo homenageado a sua entrega e de amor a Deus e ao próximo.

Saliente-se que esta (e outras) Irmãs foram de uma dedicação extrema no desempenho das suas tarefas nas Valências: Creche, Jardim Infantil, A.T.L, Centro de Dia e Casa de Repouso, do Centro de Assistência Paroquial de Loriga e deram muito do seu labor ao serviço de Deus e da Paróquia. Um serviço exemplar de apostolado e piedade ardente junto de todos os paroquianos de Loriga. O Pároco de então, Padre António Abrantes Roque Prata, viu premiado o seu empenho e luta constante junto dos superiores do Instituto das Irmãs de S. João Baptista, ao conseguir e em boa hora a abertura da Casa das Irmãs em Loriga (Comunidade Religiosa). O Centro de Assistência Paroquial de Loriga acolheu-as em 2 de Julho de 1962. Foram 47 anos de vida imolada de oração e dedicação.

O Presépio e a sua origem...


Ao longo dos anos, os países católicos ao festejarem a data utilizam várias tradições natalinas como canções, a figura do Papai Noel, a ceia de Natal, a árvore de Natal e em especial o presépio de Natal.

O termo presépio vem do latim praesaepe com o significado de estrebaria, curral, estábulo. Foi num destes espaços que nasceu a figura, real e histórica, conhecida para a posterioridade com o nome de Jesus. Não foi porque a sua mãe e o seu pai José e Maria tivessem deliberadamente escolhido este lugar, mas foi o único que lhes concederam.

O presépio é uma das representações mais singelas do nascimento de Jesus Cristo. Procura resgatar a importância e magnitude daquele momento ao mesmo que nos lembra a forma simples e humilde em que se deu o nascimento. A presença do menino Deus naquele estábulo, ao lado de seus pais, tendo por testemunhas os pastores e os animais e recebendo a visita dos Reis Magos, guiados à gruta pela estrela de Belém, mostra a grandeza e a onipotência de Deus representada na fragilidade de uma criança.

Esta representação foi criada por São Francisco de Assis em 1223 que, em companhia de Frei Leão e com a ajuda do senhor Giovanni Vellina, montou em uma gruta da floresta na região de Greccio, Itália, a encenação do nascimento de Jesus. Na época já havia 16 anos que a Igreja tinha proibido a realização de dramas litúrgicos nas Igrejas, mas São Francisco pediu a dispensa da proibição, desejoso que estava de lembrar ao povo daquela região a natividade e o amor a Jesus Cristo. O povo foi convidado para a missa e ao chegarem à gruta encontraram a cena do nascimento vivenciada por pastores e animais.

São Francisco morreu dois após, mas os Frades Franciscanos continuaram a representação do presépio utilizando imagens.

"Fazer presépios é unir mundos". O mundo animal, os homens e o mundo mineral (pedras e presentes) se unem na contemplação do nascimento de Jesus. Os reis Magos em uma interpretação mais recentes são lembrados como um símbolo da união dos povos: Gaspar, o negro: Melchior, o branco e Baltazar, o asiático.
E se, passados tantos séculos, o presépio continua sendo, depois da missa, a celebração mais digna do Natal, é porque um gênio de poeta e santidade o imaginou para, de modo bem plástico e didático, continuar fazendo os homens relembrarem o supremo gesto de amor do Filho de Deus, como escreve Santo Agostinho.

O presépio foi organizado por São Francisco para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem evangélica do conteúdo do mistério de Jesus Cristo, que nasce na pobreza, na simplicidade, para fazer o homem mais humano: Filho de Deus, irmão de todos os demais homens, harmonizado com o universo. Cada figura do presépio tem seu conteúdo evangelizador. É preciso explicitá-lo, captá-lo e vivenciá-lo:
a) José: o esposo, o companheiro; o pai, o homem que ama, trabalha, é responsável; o homem que respeita, que sustenta, que orienta; o homem de oração...

b) Maria: a esposa, a mãe, a companheira fiel, pura, digna, cumpridora da vontade de Deus (Eis aqui a serva do Senhor...); a mulher que educa, ora, medita em seu coração os mistérios da maternidade; é toda doação e dedicação...

c) Os pastores e os sábios: os simples e os sábios: os simples e os cultos, pessoas à escuta, em busca, que sabem ler os sinais dos tempos, saem de si para encontrar os outros, lêem no outro a presença de Deus...

d) Os animais, o feno, a gruta: a natureza toda a serviço do homem e de Deus, e quem acolhe o homem, acolhe a Deus...

e) A estrela: guia, luz, ideal, sentido...

f) Os anjos: mensageiros de Deus, comunicadores da Boa Notícia.

As palavras de paz e serenidade de São Francisco trazem até nós o sentido verdadeiro do Natal: "Todos os homens nascem iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final" e ainda "No presépio se honra a simplicidade, se exalta a pobreza, se elogia a humildade". (Fontes Franciscanas, I Cel. 85)

Na pobreza do presépio, meditemos sobre o mistério da encarnação, buscando encontrar-se com o verdadeiro Deus que se faz humilde para nos ensinar que a maior riqueza não está naquilo que se tem, e sim naquilo que se é.



UM FELIZ E SANTO NATAL A TODOS!

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Luar


Loriga - miniature effect - Vídeo

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Reveillon 2013

  Venha provar a nossa gastronomia e sabores regionais.

Colheita de sangue...


domingo, dezembro 09, 2012

Feliz Natal

Loriganet deseja a todos os seus leitores Votos de um Feliz e Santo Natal


sábado, dezembro 08, 2012

Cerimónia de tomada de posse dos novos Cónegos



Cerimónia de tomada de posse foi presidida por D. Manuel Felício
Cabido da Catedral da Guarda tem 6 novos Cónegos


O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício presidiu na segunda-feira, dia 3 de Dezembro, à tomada de posse de novos 6 Cónegos, que são os membros do Colégio de Consultores da Diocese da Guarda.
Na cerimónia realizada na Sé Catedral da Guarda, foram empossados os Cónegos Fernando Brito dos Santos (Pároco de Nossa Senhora da Conceição - Covilhã), natural de Loriga, Alfredo Pinheiro Neves e Carlos Alberto Correia Lages (Párocos da Sé São Vicente), António Carlos Marques Gonçalves (Pároco de São Miguel - Guarda), Joaquim António Marques Duarte (Pároco de Trancoso) e António Luciano dos Santos Costa (Vigário Episcopal para o Clero). Os novos Cónegos juntam-se aos efectivos: Manuel Alberto Pereira de Matos (Presidente), Abel António Albino, Carlos Augusto Pina Paula, Eugénio da Cunha Sério e Manuel Joaquim Geada Pinto. Na Diocese há também um Cónego Honorário: António Mendes Fernandes.
Na sua intervenção, o Bispo da Guarda falou da Sé Catedral e disse sentir orgulho no monumento que, “segundo os entendidos encarna o genuíno e primitivo estilo gótico puro”. No entanto, disse existirem “saudades do órgão ibérico que dava monumentalidade e enriquecia com a nobreza do seu som esta nossa catedral”. “Sentimo-nos agora esperançados em encontrar formas de restituir esta mais-valia ao monumento que marca a centralidade da nossa Diocese e por isso se chama catedral, mas também continua a ser a principal referência para toda a cidade da Guarda. Também não podemos esquecer que a deslocação da sede do Cabido para fora do adro da Sé deixou esta catedral despida de toda a complementaridade de espaços onde pudéssemos desenvolver iniciativas culturais a ela ajustadas, como é o caso de um museu de arte Sacra”. E acrescentou: “Felizmente que, em boa hora, apareceu a possibilidade de fazer da antiga Igreja do Seminário Tridentino da nossa Diocese espaço adaptável para esta finalidade. Por isso continuamos empenhados em criar as condições para que a nossa Sé possa vir a ter neste espaço o necessário complemento sobretudo para o seu tesouro e museu de arte sacra, à semelhança do que se verifica em outras catedrais. Continuamos, por isso, à procura de caminhos que nos permitam devolver à nossa Sé, com tudo o que ela representa para a história da Diocese e da cidade, a dignidade a que ela tem direito, nomeadamente através do programa chamado de Rota das Catedrais, que, todavia, tem sido sucessivamente adiado sem que saibamos bem porquê. Desenha-se agora no horizonte uma nova réstia de esperança. Esperamos que venha a ter sucesso”.
D. Manuel Felício referiu-se depois ao Conselho de Consultores, função que o Cabido passou a desempenhar desde o ano de 2006, por autorização expressa da Santa Sé, lembrando que, por determinação dos respectivos estatutos, “compete aos Reverendos membros do Cabido promover, orientar e dignificar o culto e a pastoral litúrgica da Catedral e também dar a conhecer a história da mesma catedral assim como a celebração de datas especialmente significativas, como são o dia da catedral e outras que implicam toda a Diocese”. “Por sua vez, as responsabilidades inerentes à sua função de Colégio de Consultores estão elencadas no Art.º 24 dos mesmos estatutos. Dispenso-me por agora, de as enumerar, mas desejo tão só sublinhar a importância de o Bispo sentir que está bem assessorado nas decisões que importa tomar e em matérias específicas, nomeadamente as que envolvem actos de administração extraordinária. Damos graças a Deus, neste dia de S. Francisco Xavier, o grande Missionários das Índias e rezemos para que também esta instituição do nosso Cabido contribua para a realização da responsabilidade evangelizadora e missionária da Igreja”, concluiu. 

Dia da Imaculada Conceição

Hoje, 8 de Dezembro, feriado nacional é dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal, uma celebração litúrgica que remonta ao século VII.
(Imagem da Nossa Senhora da Conceição na Igreja da Vila de Loriga)

Hoje, 8 de Dezembro, feriado nacional é dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal, uma celebração litúrgica que remonta ao século VII.
É uma festa que se situa no início do ano litúrgico, Tempo do Advento, iluminando o caminho da Igreja rumo ao Natal do Senhor.
A afirmação da imaculada concepção de Maria é um dogma da igreja que foi definido após longa história de reflexão e amadurecimento. A maternidade divina de Maria é base e origem da sua Imaculada Conceição e desde os primeiros séculos depois de Cristo, tanto no Oriente como no Ocidente os cristãos acreditaram na preservação de Maria do pecado original.
No século IV S. Efrém considera que Jesus e Maria são limpos e puros de toda a mancha de pecado. Recordamos que Nossa Senhora da Conceição foi considerada Padroeira de Portugal, a partir do reinado de D. João IV, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a 25 de Março de 1646 e que o Papa Pio XI, em 25 de Março de 1936, confirmou o seu título de Padroeira de Portugal.

domingo, dezembro 02, 2012

Padre Fernando Brito Santos nomeado Cónego




D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, acabou de nomear novos Cónegos para o Cabido da Sé da Guarda. Os novos cónegos vão tomar posse, no dia 3 de Dezembro, às 16.00 horas, na Sé da Guarda.
São novos Cónegos: Fernando Brito dos Santos (Pároco de Nossa Senhora da Conceição – Covilhã e natural da Freguesia de Loriga), Alfredo Pinheiro Neves e Carlos Alberto Correia Lages (Párocos da Sé São Vicente), António Carlos Marques Gonçalves (Pároco de São Miguel – Guarda), Joaquim António Marques Duarte (Pároco de Trancoso), António Luciano dos Santos Costa (Vigário Episcopal para o Clero, natural da Freguesia das Corgas e antigo reitor da UBI).

Os novos Cónegos juntam-se aos efectivos: Manuel Alberto Pereira de Matos (Presidente), Abel António Albino, Carlos Augusto Pina Paula, Eugénio da Cunha Sério e Manuel Joaquim Geada Pinto.
Na Diocese há também um Cónego Honorário: António Mendes Fernandes.

Muitas felicidades nas suas novas funções...

Vídeo - Anoitecer em Loriga em 5 minutos

Curiosidades - Natal


Qual o dia certo para montar a árvore de Natal?



Deve-se montar a árvore de Natal no Primeiro Domingo do Tempo do Advento. 

A decoração natalina deve ser desmontada no Dia de Reis, em 6 de janeiro

Um dos grandes símbolos do período natalino, a árvore de Natal simboliza, segundo a tradição da Igreja Católica, a vida. Mas, em meio a dias de expectativa para a chegada das festas de fim de ano, qual o dia adequado para montar a árvore? 

De acordo com o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a árvore deve começar a ser montada no Primeiro Domingo do Tempo do Advento , quando se inicia o tempo do advento para a Igreja. Vale lembrar ainda que a árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é acrescentar enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do advento, que é, para os católicos, tempo de preparação.

“Durante o Natal, no Hemisfério Norte, todas as árvores perdem as folhas, com exceção do pinheiro. Por isso, a árvore se tornou símbolo da vida, celebrada no Natal com o nascimento do menino Jesus”, diz Haas. 

De acordo com o religioso, a preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal. “Até o Segundo Domingo do Tempo do Advento , tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas missas do advento. É só a partir do Terceiro Domingo do Tempo do Advento que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore”, afirma. 

Presépios

A montagem do presépio, também tradicional em tempos de Natal, deve seguir a mesma linha da preparação da árvore de natal. “Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, colocar os animais e os pastores, mas Maria, José e o menino Jesus devem fazer parte do presépio apenas mais próximo do Natal”, diz Haas. 

O presépio, ainda de acordo com o padre, foi uma invenção de São Francisco de Assis para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas por Maria e José no nascimento de Jesus. A orientação para quem pretende seguir a tradição católica é não sofisticar os presépios com luzes e enfeites.

“Costumamos dizer sempre também que é muito importante envolver as crianças na montagem dos presépios, e o ideal seria que eles fossem feitos nas próprias casas, pelas crianças, para que eles percebam o real sentido do natal”, diz.

Hora de desmontar

Tradicionalmente, o dia de desmontar a árvore de Natal, o presépio e toda a decoração natalina é 6 de janeiro, o Dia de Reis. “É nesse dia que três magos, pessoas sábias, encontram o menino Jesus e ele é então revelado a todas as nações. Termina então o tempo de Natal, o tempo de expectativa, e começa o tempo comum para a Igreja”, afirma Haas.

Advento

Um dos grandes símbolos do Natal para a Igreja é a coroa do advento. Formada com ramos verdes e em formato de círculo, a coroa simboliza, de acordo com Haas, a unidade e a perfeição, sem começo e sem fim. “A coroa representa o nascimento do rei. Em cada um dos quatro domingos do advento uma vela é acesa. Com a proximidade do nascimento de Jesus, a luz se torna mais intensa, e é o Natal enquanto festa da luz que celebramos”, diz.

sábado, dezembro 01, 2012

Avento




O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade. 

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.